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Reinvente-se!

“Não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida:  sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu...
Sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça.
E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.”
(Leila Ferreira, em Vocabulário Feminino)


Trecho de um texto de Leila Ferreira direcionado para mulheres, que bem serve para todos que estão em busca de integralidade e construção, para todos que estão em busca de vida plena.

Sonhar e recomeçar conjugados juntos, dando o equilíbrio perfeito entre almejar, visualizar e concretizar. Caminhar rumo a um horizonte que se escolhe criar desde o coração e que se torna realidade a cada vez que se diz o "sim" tão necessário à vida. 

O poder do pensamento que molda nossa existência criando um novo estado de ânimo onde é possível criar, ser, amar e apostar. Porque é possível acreditar.

Reinvente-se e coloque mais doses de sorrisos e esperanças em seu caminho. Deixe espaço não para o sonho que nos retira da realidade, mas sim àquele que nos lança para vivê-la em toda a sua energia. Alimente o sonho precioso que lhe faz querer levantar todas as manhãs para mais um dia de arar a terra, semear, cuidar e ver florescer!


Por Juliana Garcia
Master Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Coração Leve



Coração leve
Sorriso surgindo de dentro
O dia já é de sol
O cinza vai embora daqui
Voltam o laranja, o amarelo, o vermelho
Volta a expressão conhecida e bem vinda
De quem respira esperança




Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Pensamento e seu poder (Para inspirar #13)

Quero dividir com vocês as pérolas de um sábio, excelentíssimo senhor Pablo Neruda:

"O Pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho direto de Deus.
Positivo atrai positivo. Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas.
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir."


Passe o que passe, "deixe que digam, que pensem, que falem"! Haja o que houver, mantenha acesa a chama do Positivo!

Tem dias em que o que a gente mais precisa é de palavras como essas que o Neruda deixou de presente. Fui presenteada e o mínimo que posso fazer é compartilhar!


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Direcione suas forças para o Agora

Viver o agora é o convite que a vida lhe faz a cada amanhecer. O sol nasce e nos diz, assim todo amarelo e reluzente, que um novo dia está chegando e que o dia anterior já se foi. Ele diz com seu calor: Viva o agora! Viva o hoje que acaba de chegar! Toma esse presente, que é todo seu!

No entanto, nossa mente insiste em nos manter na ilusão, do ontem e do amanhã. Eles só existem em nossas construções mentais, o único tempo real e que está ao nosso alcance é esse minuto, esse instante. O futuro? Uma série de presentes vividos (bem ou mal vividos, essa é sua escolha). O passado? A lembrança registrada em nossa mente, de todos os hojes que vivemos e nos trouxe até aqui. Evitamos as grandes verdades para seguirmos anestesiados por nossas ilusões.

Vamos protelando com dezenas de "amanhã eu faço", "depois eu vou", mas... se não houver amanhã? E se hoje fosse seu único dia? Seguiria dessa maneira? Você continuaria dando as mesmas velhas desculpas? Permaneceria com esse mesmo estilo de vida? Cumpriria a mesma agenda? Quais seriam as suas prioridades? Com quem entraria em contato primeiro? Que projetos sairiam das gavetas? Quais seriam as cores, quais seriam os sabores e os aromas desse seu único dia?

Talvez você escolhesse vencer a preguiça, colocaria aquela roupa mais confortável e caminharia por aquele parque arborizado. Quem sabe pegaria a boa e velha agenda de papel, procuraria os contatos daquelas pessoas especiais e telefonaria para dizer "olá". Procuraria aqueles perfumes, cremes, sabonetes, aquelas porcelanas, aquelas roupas, aquelas coisas bonitas que guarda para ocasiões especiais e usaria todos, agora mesmo! Escolheria não se importar tanto com o vizinho, com o carro ao lado, com o telefone tocando sem parar, com aquela obra na rua em frente. Olharia com novos olhos para as pessoas ao seu redor e se aproximaria com mais e mais carinho. Marcaria aquele café com os amigos e iria visitar a avó querida que vive dizendo que tem saudades. Faria uma pausa maior para respirar profundamente e ficaria alegre por sentir seu coração bater.

E se eu te disser: sim, hoje é seu único dia mesmo! O amanhã será outro hoje, quando amanhecer. Mas até lá... Só existe o hoje, o agora, esse instante.

Como você escolhe vive-lo? Como vai querer lembrar desse hoje quando o amanhã chegar? Gaste menos energia com o que foi ou o que virá e direcione sua força para o tempo que está aqui e agora. A escolha é toda sua, tome-a nas mãos.


Publicado na Revista Personare


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Verão, momento de se aquecer para a ação

Seguindo a série de artigos sobre as estações do ano (em que já refletimos sobre o outono e sobre a primavera), aproveitamos mais uma vez para lembrar que observar a natureza pode nos ajudar a entrar em contato com a nossa essência natural e a atender aos convites que cada novo tempo nos traz. Com o outono, aprendemos a deixar ir, com a primavera, recebemos a beleza de novos ares... Agora estamos chegando à estação mais iluminada do ano: o verão!

O solstício de verão demarca a temporada em que os dias são mais longos que as noites e ficamos mais tempos expostos à luz do sol. É aquele tempo em que acabamos entrando em maior contato com o mundo, o próprio clima nos convida a passear para refrescar e para curtir o calor. O Astro Rei está mais próximo de nós e presente na maior parte do dia. Num país tropical como o Brasil, sentimos ainda mais essa influência do verão em nossa rotina: é o clima de férias que se instala por todos os lados!

A primavera preparou o terreno e o verão chega com toda sua luz para nos deixar mais vivos e cheios de energia. Na antiguidade, muitas culturas cultuavam o verão como o apogeu do fogo da vida, época que nos lembra abundância, produtividade, prazer, alegria, fecundidade.

No campo emocional, o verão assemelha-se aos tempos em que somos convidados a despertar o que andava adormecido, encontrando a energia extra dentro de nós para fazer brilhar nossos sonhos e projetos. Aproveitar a energia do sol interno para transformar, para lançar luz às questões que andavam obscuras, nutrir e despertar os brotos de nossos ideais.

É momento que nos convida a sair de nossas redomas e nos lançarmos à luz da ação, de trazer à claridade os nossos padrões, sentimentos e necessidades. Assim como as plantas ficam mais verdinhas e viçosas onde há sol, também dependemos dessa energia para gerar vida em nós, para regular nossos ciclos e podemos aproveitar essa mesma energia para despertar nossos potenciais. São os dias iluminados que nos fazem entrar em contato com nosso poder pessoal para transformar. Não é esse um dos papeis do fogo: transmutar? É com a energia do fogo que entramos em contato na estação do verão. E na estação da alma, entrar em contato com o fogo é poder transmutar, iluminar, acender nosso poder, aquecer para a ação.

Aproveite os dias mais brilhantes para fazer brilhar sua luz própria!


Publicado na Revista Personare

Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.
 

15 Minutos para uma Nova Vida

Mais uma etapa do Desafio 15 Minutos Todo Dia!



Hoje a nossa missão (minha e de todos que estão participando do Desafio) é tocar seu coração, te incentivar a ir além, superar as velhas desculpas e seguir firme no autocuidado. Essa semana li um texto que me provocou bastante a promover mais mudanças positivas e reafirmar um novo estilo de vida. Por isso, compartilho aqui com vocês.

O autor é Suryavan Solar, fundador da Instituição Internacional Condor Blanco, que tem um olhar de vanguarda focada em Desenvolvimento Humano de maneira integral. O texto original é em espanhol e aqui está traduzido, mas buscando ser o mais fiel possível às palavras originais do autor.

Amplie suas perspectivas!


Autoconfiança em 2012

"Qualquer que seja o Caminho que siga, a AUTOCONFIANÇA é o primeiro passo para o Desenvolvimento Humano. Seja o Caminho do Xamã antigo ou do Terapeuta moderno, do Guerreiro ancestral ou do Líder moderno, do Amante milenar ou do Servidor moderno, do Sábio ou Yogui de linhagem antiga ou do Meditador moderno, a AUTCONFIANÇA e a AUTOLIDERANÇA são básicas para triunfar na vida material, emocional, intelectual ou espiritual, e ter uma vida positiva, feliz, saudável e sem dramas.

Só por um ano faça um retiro...

E dedique-se a atrair e a expandir Energia em seu meio ambiente. Porque em meio a uma grande crise mundial, a Autoconfiança é sua missão este ano.
Portanto, ria várias vezes ao dia e sorria mais... Mais ainda... Essa cara séria que você tem, como se tivesse bebido a cada meia hora algum tipo de vinagre transgênico, não é saudável para sua vida... Estar muito sério atrai enfermidades, crises econômicas, emocionais e corrupção política... e inclusive guerras.

Só por um ano faça um retiro...

Conquiste o bom humor e elevará sua Autoconfiança.
Retire-se de dramas, reclamações, intrigas e discussões. Afaste-se de pessoas mal humoradas, de amigos tóxicos, defenda sua Autonomia. Atraia à sua vida gente mais feliz que você... Una-se a uma tribo de pessoas saudáveis.

Só por um ano faça um retiro...

Separe-se do seu mau humor... Afaste-se de sua própria raiva e de seus medos... Ao mundo já sobra poluição e gente negativa. Contribua com positividade. Seja como uma suave brisa que ajuda a limpar o céu de nuvens escuras para poder ver a luz do Sol.

Afaste-se de pessoas que só trazem problemas e não se responsabilizam pelas soluções. Você já escutou e engoliu muita negatividade própria e alheia, agora caminhe, sorria e medite.

Ou quer deixar esse assunto da Autoconfiança e da liberação de Samsara* para outra vida?

Samsara te induz à tristeza, à seriedade e à desconfiança, à desilusão e à miséria... Generosidade e paciência são dois antídotos contra o Samsara. E a Generosidade começa em se brindar com um sorriso no espelho a cada manhã e antes de dormir.

Generosidade é entrar em contato com sua Bondade Fundamental e isso começa ao brindar com sorrisos a cada ser com quem se encontre durante o dia. A cada pessoa, pedra, árvore, animal ou ave com quem se encontre em sua vida...

Deve superar a rigidez que lhe petrifica e vencer o medo de sorrir e é preciso ser valente para fazer isto... Os covares não sorriem. Primeiro vença a tristeza e assim nasce a Autoestima e a AUTOCONFIANÇA.

Só por um ano, faça um retiro...

Mais que um retiro, um Acordo Sagrado consigo mesmo. É um JEJUM DE NEGATIVIDADE... Passe o que passe, durante todo o ano de 2012, deixe de se entregar a reclamar ou criticar... Mantenha-se otimista e em paz. Cuide das "Rosas" de seu Jardim Interno. As águias não vivem atoladas em pântanos. As águias se elevam e voam em céus limpos e assim leves, sem peso em suas asas, lá de cima podem observar melhor o mundo...

Sabia que você é um ser valioso que merece respeito, amor e felicidade?
Seja firme como a terra. Seja transparente como a água. Seja flexível quando há vento... Seja quente, motivado e brilhante como o fogo.

Leia meus livros, participe de meus seminários, crie suas asas com uma disciplina regular e una-se à Tribo...

Levante-se porque há tempo de abrir suas asas e voar ao Infinito."

(Suryavan Solar)

* Sabe o que significa Samsara?


Vamos parar de ingerir o tal vinagre e sorrir mais, ainda mais?

Bom retiro para vocês! Não precisa esperar 2012, comece hoje mesmo a ter uma nova atitude diante da vida.


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Guarde na memória seus triunfos

Texto sobre Memória de Triunfos, especialmente editado para o especial de fim de ano da Revista Personare.

Avalie o ano que está acabando para iniciar 2012 com força total


Final de ano chegando e naturalmente vem a necessidade de fazermos um balanço de tudo que vivemos, avaliamos e fazemos planos. A questão é que, em geral, nos centramos muitas vezes no que foi ruim, no que não surtiu resultados, naquilo que não queremos mais. Por isso mesmo, acabamos fugindo de avaliações, pois feitas desse modo, acabam nos gerando mais mal estar.

Vou lhe propor uma maneira diferente de olhar as coisas. Vou apresentar a você uma ferramenta poderosa no caminho de autoconhecimento e autoliderança, que usamos no processo de Coaching: a Memória de Triunfos.

Primeiramente, responda a essas perguntas:
- Quais são as 8 coisas mais importantes que você realizou em sua vida?
- Quais foram os seus triunfos, em cada fase de vida?

Lembre-se de seus pequenos e grandes triunfos, na infância, na adolescência, na juventude, na vida adulta... Deixe vir, como um filme, cada lembrança boa de sua caminhada. Lembre-se de seus mestres, dos percalços que você superou, das escolhas positivas, das atitudes que conseguiu assumir. Seus momentos decisivos e o modo como você os tomou nas mãos...

Aprofunde:
- O que e quem te apoiou em cada um dos triunfos?
- Quais fortalezas internas fizeram com que você alcançasse esses resultados?
- Quais fortalezas você acabou desenvolvendo ao longo de sua busca?
- O que você aprendeu com cada uma dessas experiências?

Através dessa viagem positiva no tempo, você está começando a criar um arsenal muito poderoso, está criando a sua Memória de Triunfos. A Memória de Triunfos proporciona a autoconfiança para seguir em frente e obter novos triunfos, ela lhe oferece fórmulas de ação que já deram certo com você e que podem servir de parâmetro para novas ações, ela gera um estado de espírito otimista calcado na realidade.

Antes mesmo de conhecer o Coaching, eu costumava a recomendar aos clientes de psicoterapia que tivessem seu "diário de vitórias". Pedia que nele anotassem todas as suas características positivas e todas as vitórias alcançadas ao longo da vida. Pedia também que permanecessem alimentando-o com as vitórias alcançadas no presente, com as coisas boas que percebessem em seu cotidiano.

Faça esse mesmo exercício para iniciar a avaliação de seu ano: Quais foram os seus méritos? Quais foram as apostas que deram certo? Como você fez essas escolhas? Como foi seu modo de agir? O que aprendeu sobre si mesmo?

Para quê? Isso nos apoia em momentos de desafios e naqueles momentos em que nos esquecemos de nosso potencial, que teimamos em nos esconder na lástima e no medo. Se tenho esse lembrete em mãos, rapidamente me lembro de quem sou e de tudo que posso ser e realizar na vida. A Memória de Triunfos nos incentiva a ir mais além, a manter viva a chama do nosso potencial mais pleno!

Para triunfar, precisamos ouvir a voz vitoriosa que existe dentro de nós. O que você acha de iniciar, hoje mesmo, um processo de ativar sua Memória de Triunfos? (Deixe sua voz vitoriosa responder!)

(Publicado na Revista Personare)


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Impulso de vida

"Eu não faço nada por obrigação:
o que os outros fazem por obrigação
eu faço por um impulso de vida."
(Walt Whitman)

E você, o que faz por um impulso de vida? Quais são seus impulsos de vida? Quais valores, projetos, ações fazem sentido para você?

O que tem feito por pura obrigação? O que pode ser mudado nessa relação?

Dê-se um tempo para refletir, alinhando suas ações ao que faz real sentido e transforme sua vida.


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Amigos: família do coração

Alguns amigos são tão íntimos, que fazem parte de nosso cotidiano de forma tão natural e parecem membros da nossa família. Mesmo que não sejam "sangue do nosso sangue", certas pessoas nos parecem conhecidas de longa data, uma simpatia gratuita brota e se instala.

O amigo está ao nosso lado para compartilhar momentos únicos e transformá-los em inesquecíveis. Afinal, não é muito melhor presenciar um lindo pôr-do-sol tendo alguém especial ao lado para compartilhar aquela visão? Em certos momentos o amigo se converte um pouco em pai e mãe, dá conselhos, puxa a orelha, cuida da gente. Em outros, estamos mais de igual para igual e temos uma relação de quase irmãos: conversamos, sonhamos, brigamos, nos abrimos para pensar e solucionar, curtimos, corremos atrás, compartilhamos.
Essas pessoas especiais não substituem seus familiares, mas sim se tornam uma extensão de seus laços de amor, ampliam sua noção de família e de fraternidade. Por vezes, acabam fazendo parte mesmo da família. É aquele amigo-irmão que ganha espaço no colo de uma segunda mãe e tem cadeira cativa nos eventos familiares. Amigo-irmão que já não sente vergonha de abrir a geladeira de sua casa se for preciso, sabe as datas de aniversário dos seus familiares, conhece o humor das pessoas da casa. De certo, acompanhará de perto as novas situações e estará por perto quando for preciso. Está presente para as conquistas e também nos momentos de dificuldade. Está junto para o silêncio e também para longas conversas.

Podemos até dizer que o amigo é um irmão que a vida nos dá a chance de escolher. Pensando por outro lado, a amizade, por ser uma forma de amor, não é bem escolha. Acontece e reconhecemos, é um presente da vida que optamos por aceitar. Um presente de enorme valor, é preciso ressaltar. Uma verdadeira amizade é um grande tesouro que traz mais humanidade às nossas vidas. Quem tem um amigo-irmão tem mais que companhia, tem um companheiro. Tem um laço que suplanta a existência ou não de laços consanguíneos, é a irmandade de valores, de ideais, um sentimento sincero de torcida pela felicidade do outro.

Aumentar nossa família através dos laços do coração é aumentar também a possibilidade de nos sentirmos à vontade e "em casa" ao lado de mais pessoas ao longo de nossa caminhada pela vida.


(Publicado originalmente na Revista Personare)


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Memória de Triunfos

Vou apresentar a você uma ferramenta poderosa no caminho de autoconhecimento e autoliderança, que usamos no processo de Coaching: a Memória de Triunfos.

Primeiramente, responda a essas perguntas:

- Quais são as 8 coisas mais importantes que você realizou em sua vida?

- Quais foram os seus triunfos, em cada fase de vida?

Sim, vá fundo: lembre-se de seus pequenos e grandes triunfos, na infância, na adolescência, na juventude, na vida adulta... Deixe vir, como um filme, cada lembrança boa de sua caminhada. Seus momentos decisivos e o modo como você os tomou nas mãos...

Aprofunde:
- O que e quem te apoiou em cada um dos triunfos?
- Quais fortalezas internas fizeram com que você alcançasse esses resultados?
- Quais fortalezas você acabou desenvolvendo ao longo de sua busca?
- O que você aprendeu com cada uma dessas experiências?

Através dessa viagem positiva no tempo, você está começando a criar um arsenal muito poderoso, está criando a sua Memória de Triunfos. A Memória de Triunfos proporciona a autoconfiança para seguir em frente e obter novos triunfos, ela lhe oferece fórmulas de ação que já deram certo com você e que podem servir de parâmetro para novas ações, ela gera um estado de espírito otimista calcado na realidade.

Antes mesmo de conhecer o Coaching, eu costumava a recomendar aos clientes de psicoterapia que tivessem seu "diário de vitórias". Pedia que nele anotassem todas as suas características positivas e todas as vitórias alcançadas ao longo da vida. Pedia também que permanecessem alimentando-o com as vitórias alcançadas no presente, com as coisas boas que percebessem em seu cotidiano.

Para quê? Isso nos apoia em momentos de desafios e naqueles momentos em que nos esquecemos de nosso potencial, que teimamos em nos esconder na lástima e no medo. Se tenho esse lembrete em mãos, rapidamente me lembro de quem sou e de tudo que posso ser e realizar na vida.


Para triunfar, precisamos ouvir a voz vitoriosa que existe dentro de nós.

O que você acha de iniciar, hoje mesmo, um processo de ativar sua Memória de Triunfos?
(Deixe sua voz vitoriosa responder!)


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Qual é o nosso maior medo?

É o senhor Nelson Mandela quem nos responde:


Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.

Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?"
Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?

Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.



O fogo que você guarda dentro do peito

Preste atenção à letra e às imagens.


Já parou para pensar no potencial que anda guardado dentro de você?
Já pensou em deixá-lo brilhar no mundo? Ser toda a força que você está destinado a ser?

Aceitação: vivendo o presente

Aceitação. Essa palavra é poderosa, porém muitas vezes se perde por ser confundida com outras palavras que ganharam significados pejorativos. No campo das emoções, a aceitação muitas vezes se confunde com resignação, passividade, sucumbir, desistir, ter "sangue de barata", "engolir sapo", "fingir-se de morto", e por aí vai. Mas sabe que nem a resignação eu vejo num sentido assim tão negativo? Sempre costumo pensar em resignação como "ressignificar", dar outro tom, perceber as coisas por outro ângulo. Acho que ela se aproxima do que a aceitação positiva pode proporcionar.

Se algo me desagradou no passado, aceitar que "o que foi já foi" é a única alternativa para viver o presente e transformar o que for possível aqui e agora. Se percebo alguma dificuldade em mim, fingir que ela não existe ou fazer birra não vai adiantar nada. Aceitar a realidade é o primeiro passo para se fazer algo a respeito.

Comparar-se ao outro é sempre injusto. Na autocomparação sim, posso perceber meu crescimento, ver como eu era antes e como estou hoje, me propor metas a partir do que sou e de onde estou. Primeiro passo: aceitar-se! Aceitar a minha humanidade, aceitar a humanidade do outro. Essa é uma base importante para os bons relacionamentos.

Se alguém que amo está seguindo por um caminho com o qual não concordo, posso tentar ajudar, alertar, compartilhar minha opinião. Mas sempre chegará um ponto em que eu simplesmente precisarei aceitar que a vida é do outro e que ele faz suas escolhas. A questão é: qual escolha eu farei a partir disso?

Algumas pessoas costumam dizer: "eu não queria que as coisas fossem como são". E aí? O que vai fazer? As coisas são como são ou estão como estão. Se aceito esse ponto de partida, posso me perguntar o que gostaria de transformar e, então, mudar o foco para a ação.

Você percebe que tentando nos afastar da aceitação, por acharmos que esse caminho seria o da covardia, acabamos reforçando em nossos atos os pontos pejorativos que tentávamos evitar? Se não aceito, parto para condutas que me fazem estagnar, dar voltas, me repetir, me afundar em mais do mesmo.

A aceitação nos lança para a realidade. Aí podemos plantar e colher novos frutos, empreender as transformações necessárias para que nossos potenciais se manifestem amplamente na vida.


(Publicado originalmente na Revista Personare)


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Qual é a sua maior qualidade? (Continuação)

Dando continuidade à reflexão iniciada aqui, vamos pensar um pouco mais sobre nossas qualidades.

Somos educados para acreditar que reconhecer nossas qualidades é ser pedante, orgulhoso, arrogante e "nariz em pé". Então, acabamos deixando de lado esse assunto ou assumindo uma falsa modéstia, ou seja, por fim banalizamos nossos potenciais.

A verdade é que precisamos reconhecer tudo o que faz parte de nossa alma. Nossas qualidades, nossas dificuldades, nossos sonhos e anseios, nossos potenciais. Sem desmerecer nada, nem enaltecer nenhum aspecto isolado.

Lanço para vocês mais algumas questões para reflexão*:

- Quais são seus três maiores talentos?
- Quais os talentos naturais que as pessoas reconhecem em você?
- Quais são seus pontos fortes na vida?
- Quais oportunidades você tem por causa dos seus pontos fortes?
- Quais ameaças você tem por causa de seus pontos fortes?
- Quais são os pontos fortes que você deprecia?


Permita-se refletir sobre seus talentos e potenciais!




*Estas questões foram retiradas de um material chamado Coaching in a Box, produzido por Flávia Lippi.

Vocês vão me ouvir falar mais vezes sobre Coaching por aqui, mas isso faz parte de novidades que compartilharei em breve!


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Qual é a sua maior qualidade?

Tão importante quanto reconhecer nossas imperfeições é também perceber nossas qualidades.

“Você precisa de cada parte de si mesma para dançar a totalidade”
(Amy Sophia Marashinsky, em “O Oráculo da Deusa”)

 Imagem encontrada em Mais Tato

Somos todas as nossas faces, precisamos de todas elas para nos sentirmos integrados. 


Pense então, qual é sua maior qualidade?
Aquela característica que flui naturalmente em você. Aquela característica que você e os outros reconhecem como algo muito seu.

Esse post terá continuidade...


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Desafio "15 minutos todo dia"

Minha revista Bons Fluidos chegou! Adoro quando minhas revistas chegam e posso ler a capa, folhear a revista inteira, depois vou lendo os artigos, bem devagar. Mas às vezes, na correria do dia a dia, acabo nem terminando a leitura da revista quando o exemplar do outro mês já chega...

Nessa edição, lendo o artigo "57 atitudes para se tornar uma pessoa melhor" (texto de Ivonete Lucírio), um dos itens me chamou a atenção:

"Realizar coisas pequenas e prazerosas com frequência é ótimo para cultivar o bom humor. Pode ser caminhar, meditar, rezar, alongar-se, ler um livro... Pratique por apenas 15 minutos por dia até se acostumar. Depois aumente o tempo. Não adianta começar prometendo exercitar-se por uma hora e, logo em seguida, abandonar".




Destaco algumas palavras-chave: cultivar, prazer, frequência

Em primeiro lugar, bom humor e bem estar são estados que ao brotarem em nós, precisam ser cultivados, ou seja, cuidados para se manterem vivos e acesos. Esse cultivo se dá através de atitudes, de posturas na vida, de decisões que tomamos a todo instante: Hoje decido ser feliz? Hoje decido não dar importância às picuinhas? Hoje decido buscar o prazer nas pequenas coisas que se apresentam? Eu me proponho também a buscar esse prazer na vida? Prazer que pode estar em sentir uma flor caindo de uma árvore, em curtir um bate papo com um amigo, ouvir uma música que eleva o astral... 

Aí está a riqueza do processo: prazer na simplicidade e com frequência! Porque para cultivar bem estar não adianta muito fazer algo um dia aqui, outra dali dois meses e meio! A vida se alimenta no cotidiano.

Pensando nisso tudo, resolvi me lançar um desafio, que estou lançando também a vocês agora: Desafio 15 minutos todo dia!

A proposta é reservar 15 minutos (pelo menos!) todos os dias, para se dedicar a algo prazeroso. Estou me propondo também a variar nessas atividades. Um dia será leitura, outro será curtir algo especial com uma companhia amada, no outro será marcar uma massagem... Enfim, a cada dia tenho de reservar pelo menos 15 minutos na agenda, de maneira consciente e ativa, para cultivar o prazer e o bem estar em  minha vida.

Vem comigo? 

Se você gostou da ideia e quiser participar desse desafio:

- Para quem tiver blog, pode colocar esse banner e colocar um link direcionando para esse post aqui no meu blog, assim você estende o convite também aos seus leitores e eles podem entender melhor a proposta. Vamos fazer uma rede para o bem estar? Você entra no desafio e passa a nos contar, em seu blog, como está vivenciando seus 15 minutos diários de cultivo do prazer e bem estar.

Você  pode blogar todo dia ou escolher dias específicos da semana para contar como está andando o desafio. O importante é registrar sempre, para assumir esse compromisso com você. De quebra, todos que estiverem participando, podem fazer visitas incentivadoras!

Entrou na rede? Divulgou em seu blog? Avise para eu te visitar e linkar seu blog na lista de participantes do  "Desafio 15 minutos todo dia"! 



- Se você não tiver blog, mas quiser compartilhar como está andando seu desafio, é só deixar seu comentário aqui e vamos acompanhando! Sua ideia pode despertar um novo olhar em alguém e vamos trocando dicas e experiências.

Bem, comecei hoje com 15 minutos lendo minha revista!



Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Essa tal intimidade


Muitas pessoas se afastam consciente ou inconscientemente da intimidade. Alguns alegam medo de sofrer, outros dizem que intimidade não lhes faz falta. Há quem afirme que adoraria viver relações de proximidade, porém acaba, de alguma maneira, afastando as pessoas. Em outro extremo, existem indivíduos que não definem seus limites e acabam por viver uma mistura de desrespeito e desamor, onde o outro lhe invade. E você, como age em relação à intimidade? Como anda sua abertura para o outro e para si? Sim, porque para viver a intimidade fora é preciso o exercício e a vivência da intimidade dentro, ou seja, ser íntimo de si mesmo.

Quando você se permite ser inteiro e se respeita, compartilhar seu mundo com o outro flui naturalmente. Se a gente não conhece o que carrega aqui dentro, pode sentir medo de si, do outro e da relação. Ou se conhece, mas acha feio e inaceitável o que encontra , acaba evitando um contato pleno por não se crer merecedor.  

Estar diante do outro é um desafio, é estar diante de um espelho em não temos controle sobre o que será mostrado. Ainda assim, podemos escolher ver as coisas pelo ângulo da beleza do ser humano. Olhar que proporciona um Encontro, que nos possibilita conhecer o outro percebendo a sua importância, mesmo em suas dificuldades e lutas internas. E isso acontece à medida que você também olha para si nessa perspectiva.

Ser íntimo não elimina o “eu”. Constrói um “nós” onde cada um está inteiro. Elimina-se a idéia de “cara metade”, onde um sem o outro é menos. É certo que juntos podemos mais, mas não somos menos quando sozinhos. Juntos é possível acessar outros ângulos, outras potencialidades, outras delícias, outros horizontes a alcançar, outros pontos cegos que precisam ser cuidados, outras amarras que estavam escondidas. Às vezes dá trabalho! Mas a partir disso podemos crescer, construir e mais vicejar.

Se aceito que tenho falhas, sombras, manias e que não sou menos por isso, se aceito que dentro de mim há mais a ser descoberto e reconheço a beleza da minha humanidade, posso viver a abertura. Com inteireza, pois o encontro com o outro não me aniquila, e sim vem somar. Com tranqüilidade, porque o olho no olho não me devora, não me invade, não me machuca. Se acredito em mim, acredito que mereço amor de verdade, amizade de verdade, intimidade de verdade e me abro para essas experiências.

Convidar o outro para entrar em contato com o nosso interior é abrir nosso espaço sagrado. Para ter a medida saudável desse convite é preciso trilhar o caminho do autoconhecimento e então sair das ideias preconcebidas ouvindo, percebendo o que o outro nos apresenta. Sair de nossas fantasias e partir para o face a face.


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Como anda sua vida social?

Meu mais recente artigo publicado na Revista Personare.
Entrou no ar essa semana!

Para início de conversa, vamos pensar no que significa a palavra social. Usamos a palavra em tantos contextos, mas talvez ainda nos falte uma compreensão mais profunda. Social deriva da palavra socius, em latim "companheiro, camarada, amigo". Assim, a vida social se referiria a uma associação (do latim associare: "juntar, agrupar") entre companheiros, pessoas que compartilham afinidades e ideais, que formam uma comunhão em algum nível.

Então, refaço a pergunta: como anda a sua vida social? Como e com quem você tem se associado? Quanto e qual é a qualidade de seu tempo que você dedica a estar entre companheiros?

Na atualidade, o próprio termo "vida social" tem sido um tanto banalizado. Aparece mais ligado à badalação, a estar em eventos, "expor sua figura", estar em evidência. Ou então, a ideia vem atrelada aos modismos das redes sociais digitais, quem nem sempre formam rede no sentido mais amplo da palavra. Pare e pense: entre a lista de pessoas que te adicionaram (ou que você adicionou) em tais sites, a quantas você está conectado de fato? Ou seja, com quantas você vivencia uma conexão real, no sentido de companheirismo, de troca de ideias, de presença, de amizade?

Vida social não tem a ver com badalação

Indo além dessas pré-concepções, vida social não é sinônimo de agitação, nem de ter mil compromissos para o final de semana, muito menos ter mais de duzentos nomes na agenda telefônica. Estar na companhia de alguém, seja por terem gostos parecidos para programas culturais, porque o papo flui gostoso, porque a presença do outro coloca você para cima ou te faz pensar de modo diferente, ou simplesmente porque vocês se gostam e por isso, resolver dedicar um tempo para encontros que renovem o laço de amizade - isso é vida social.

Os humanos são seres relacionais e que constroem sentido para suas vivências. A vida humana sem relação fica carente de sentido, passamos a não nos perceber como um elo de um todo maior. Podemos daí deduzir que nossa vida sem relação fica carente de humanidade.

Reserve tempo para quem ama

Por conta da desculpa da falta de tempo, da desconfiança, do medo do envolvimento, da cultura individualista em que vivemos, da ilusão de que ligações superficiais nos bastam, vamos sendo incentivados a ficar "seguros" atrás de nossas muralhas. Estamos nos escondendo atrás de nossos medos de assumir um lugar na vida do outro e deixar que ele ocupe um lugar também na nossa? Talvez. Estamos nos acostumando à preguiça de tomarmos um telefone nas mãos para ouvir a voz do outro? Muito provavelmente.

Se for por medo de envolvimento, precisamos reconhecer de uma vez por todas: viver é assumir riscos, sempre. Um poema de Léo Buscaglia nos diz que "estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver", que "amar é arriscar-se a não ser amado", "mas os riscos têm que ser vividos, pois o maior perigo da vida é não arriscar-se a nada". Criar laços é arriscar-se em terrenos novos e é nesse movimento que a gente cresce, sente, muda, vive.

Vida social é reservar tempo e espaço para nutrir os laços importantes para nós. Não precisa criar pretexto, esperar uma data especial, marcar uma atividade para convidar. Que seja um momento de ócio para dividir o silêncio. Esteja com as pessoas que lhe são caras, da forma que for, desde que seja de uma maneira verdadeira para você.


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Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Sobre amor

O tema do amor tem me rondado... Chegam até mim textos, poemas, comentários, oportunidades de conversas, imagens. No consultório, as pessoas me falam de sua sede de amor em suas expressões mais diversas. Já compartilhei com vocês que estou lendo o livro "Para que o amor aconteça", que também tem me provocado reflexões acerca de nossos padrões internos e suas influências sobre nossas relações. A alguns dias atrás, aqui no blog, eu trouxe as palavras de Clarice Lispector em que ela versava sobre a arte de sermos inteiros, entendendo que o outro pode enriquecer, contribuir, trazer novas perspectivas, transbordar - mas nunca nos completar.

É, me dou conta agora: o tema do amor anda me seguindo por aí!

Hoje me deparei com esse trecho de um livro de Osho (num blog que vale a pena visitar):

Não pense que o amor tem que ser permanente e isso tornará sua vida amorosa mais bonita, pois você saberá que hoje vocês estão juntos e amanhã podem não estar.

O amor vem como uma brisa, fresca, perfumada, que entra na sua casa, deixando-a repleta de frescor e perfume, durando o tempo que a existência lhe conceder e depois indo embora.

Você não deve tentar fechar todas as portas, senão a brisa fresca se tornará um ar viciado. Na vida, tudo está mudando e a mudança é belíssima; ela lhe porporciona mais e mais experiências, mais e mais consciência, mais e mais maturidade.

(Osho, em "A Essência do Amor: Como Amar com Consciência e se Relacionar Sem Medo")


Percebo que essa possibilidade de amor como brisa fresca (que só pode entrar onde há portas e janelas abertas) é um convite para arejar todas as nossas relações. Sejam elas afetivas-sexuais-amorosas, sejam as de amizade, sejam as familiares.

Aceitar a impermanência, abrir mão da extrema necessidade de controle. Entender que o amor tem suas fases, que se não deixamos que essas fases se apresentem, fatalmente o perderemos de vez (o livro "Mulheres que correm com os lobos" tem um conto belíssimo que fala sobre os ciclos vida-morte-vida no amor). Deixar as janelas e portas abertas para que possamos ver o mundo e com ele enriquecer nossos laços, que serão assim baseados na liberdade, na saúde, na confiança. Uma confiança que vai além de crer em nosso parceiro. Trata-se de uma confiança de que sou capaz de seguir meu caminho. Ela se configura como uma confiança na vida.

Ao contrário do que se pode pensar à primeira vista, pensar assim nos liberta, nos livra da insegurança. Esta muitas vezes se sustenta na ilusão de controle: "Todas as pessoas conseguem controlar a vida, seus parceiros, o outro, a si mesmas. Como eu não consigo, logo sou menor, incapaz." Mas a verdade é: não podemos controlar, não dessa maneira. Podemos nos centrar, ficar em nosso eixo, tomar a vida nas mãos, no sentido de assumir a nossa liberdade e responsabilidade. Porém, o pleno controle, com mãos de ferro? Uma ilusão.

Se abrimos mão dessa ilusão, podemos viver relações mais leves, sermos pessoas mais leves. Entendemos que o agora é o "presente" especial que temos nas mãos e somente nele é que podemos viver. Podemos ter um futuro como horizonte de possibilidade, claro, mas não o podemos controlar. Deixemos então que a brisa fresca do amor nos surpreenda!


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Indo além das amarras da dependência


Conhecemos a dependência nos primeiros estágios da vida, quando éramos totalmente dependentes do outro, desde o atendimento às nossas necessidades mais básicas e até às emocionais. Ali dependíamos do outro para cuidar de nós, para nos ajudar a entender o mundo e a lidar as reações de nosso corpo, para dar nome às nossas emoções. A dependência tem sua razão de ser nesses primeiros estágios da vida, onde ainda não desenvolvemos nossas capacidades. No entanto, estar preso a ela ainda na fase adulta é reflexo de que não se está seguindo a diante em seu desenvolvimento, é permanecer emocionalmente na infância.

Vamos aprendendo a ser mais autônomos à medida que ganhamos maior consciência de nossas ações. Ao chegar à vida adulta alcançamos a tão almejada liberdade. Porém esta sempre vem atrelada à responsabilidade: somos livres para escolher e responsáveis pelo que escolhemos. Aí se instala o problema: todo mundo quer a liberdade, mas a maioria sente pavor da responsabilidade! Algumas pessoas às vezes até abrem mão da liberdade, deixam que o outro decida por elas, para não precisarem lidar com as consequências dos próprios atos. Porém, ainda assim, estão fazendo uma escolha: a de não tomar a vida nas mãos, e com certeza essa escolha tem sérias consequências.

Reconhecendo os padrões limitadores

O padrão da dependência pode carregar consigo os padrões de medo, baixa autoestima, comodismo, receio do novo, insegurança. Para superar tais padrões arraigados, o ponto de partida é o autoconhecimento. Ele auxilia a reconhecer as amarras, as dependências que se tem de pessoas e situações, bem como as crenças limitadoras que estão por trás disso. Aliás, é necessário reconhecer que a dependência é sempre um padrão limitador: ela limita o crescimento pessoal, barra a noção de que se é um ser individual e responsável pela própria vida.

Mas é bom lembrar que o ideal para nossa inteireza também não é a independência total e irrestrita, pois esta muitas vezes funciona como uma autoafirmação do tipo “eu me basto”, um centramento em si mesmo de maneira defensiva, um fechamento extremo com traços também infantis.

Encontrando equilíbrio

Somos seres relacionais, isso é fato. Os vínculos são essenciais para o nosso desenvolvimento e nos fazem aprender muito, além de poder nos trazer satisfação. É necessário dar a devida importância à autonomia, acolhendo a relação entre liberdade e responsabilidade. E faz parte de assumir a autonomia aceitar que apesar de as pessoas com quem nos relacionamos poderem nos trazer muitos aprendizados e muitas sensações agradáveis, não é responsabilidade delas nos prover de felicidade e prazer. 

Melhor é conquistar um equilíbrio sadio através da interdependência: eu afeto o outro e o outro me afeta, temos uma ligação, mas somos seres inteiros acima de tudo. Assim se rompe com a ideia de “cara metade”, “carne e unha”: sou inteiro, não preciso de um outro que me complete. A presença do outro acrescenta, modifica, amplia, mas não significa que sem ele “eu não sou”, e vice-versa.

A relação de dependência é de domínio e poder, há necessidade de posse, é uma relação vertical. A relação de interdependência é de paridade, de companheirismo, não anula, não possui, é uma relação horizontal.

Por fim, o incentivo é: assumir a vida adulta (com todos os seus percalços e delícias), tomar a vida nas mãos, utilizando os recursos tão ricos da liberdade, da responsabilidade e das relações saudáveis.


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

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