Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

Organize seu tempo


Aproveite o dia de hoje e reserve um momento para planejar seu tempo:
 
Liste o que é necessário fazer, qual o tempo de execução e divida as tarefas diárias, montando sua agenda semanal.

Esses minutos dedicados a se organizar rendem muito e vão otimizar os próximos dias! Experimente!


Por Juliana Garcia
Master Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.


Desafios femininos na sua relação com o tempo e o dinheiro

No mês de maio lancei uma pergunta aos meus coachees, leitores e aqueles me seguem nas redes sociais:
Quais desafios você enfrenta ao lidar com o tempo e o dinheiro em seu cotidiano?

Foi unânime entre as mulheres expressões como “jogo de cintura” e “corre-corre”. As multi-tarefas no mundo feminino parecem ser mesmo uma constante, lidando com o desafio de cuidar, organizar, realizar e muitas vezes não se para refletir qual é o sentido de tudo que está sendo feito.

“Tenho que fazer um jogo de cintura para conseguir realizar meus compromissos. Muitas vezes deixo de comparecer em eventos importantes, ir  ao médico, dentista, coisas essenciais, mas, às vezes, por causa do trabalho tenho que adiar.” *

“O maior desafio em lidar com o tempo é conseguir administrar todas as tarefas (trabalho, academia, estudo e tarefas de casa) e manter o equilíbrio emocional.”
 
“Como fazer tudo o que é importante caber nas 24 horas do dia?”

Talvez seja a hora de se perguntar: O que realmente é importante para mim?
Muitas necessidades são criadas, nos são impostas de fora para dentro e vamos correndo contra o tempo (e não caminhando junto com ele e a favor dele) para dar conta de tudo, sem ao menos refletir se esse é o rumo que queremos para nossas vidas.

No que tange ao dinheiro, é recente na nossa História a independência financeira feminina. Há apenas algumas décadas a mulher ganhou o mercado de trabalho e passou a ter o seu dinheiro não só como um complemento da renda familiar. Ela vem conquistando cada vez mais espaço, porém isso nem sempre vem seguido de um aprendizado em como lidar com seus recursos e como administrar os diversos papéis que vai acumulando em suas duplas e triplas jornadas.

“Preciso aprender a aproveitar mais o tempo que tenho e a utilizar bem o dinheiro que entra.”
 
“O maior desafio em lidar com o dinheiro é não querer gastar mais do que se tem...”
 
“O dinheiro é mais difícil de controlar, pois se perdemos o tempo podemos depois agilizar em outro momento, mas o dinheiro não dá pra fazer isto. Se gastamos mal, ficamos bem comprometidas e o nervosismo é muito maior.”

Tanto o tempo quanto o dinheiro são recursos, ou seja, são meios que temos para atingir objetivos, são bens, são riquezas que temos à nossa disposição. E quando se fala em recursos, é importante se atentar ao modo como os utilizamos e para quê os utilizamos.

- Você vive o seu tempo ou tem a sensação de que o "gasta"?
- Você está no comando no campo financeiro ou sente que está à mercê dos acontecimentos ou dos outros?

O essencial é reunir esses dois recursos para ir em direção ao seu Propósito, delinear seu caminho de forma coerente com o seu Projeto de Vida. Sendo bastante sincera, você já tem clareza de qual é o seu Projeto de Vida? Qual é a sua visão de futuro? Sabe onde quer chegar e de que maneira? Quais são os valores essenciais para você e que nortearão suas escolhas na vida?

Sem essas respostas, as pessoas vão caminhando a esmo, sem direção e por consequência não cuidam de seus recursos, porque eles acabam sem sentido, não são percebidos em seu significado mais profundo.

Cabe a você cuidar do tempo e do dinheiro como uma atitude de autonomia e de empoderamento. Definir que está assumindo a postura de responsável pelo seu caminho e por fazer acontecer!


:. Só para quem quer se aprofundar:
Veja também um vídeo que postei sobre o controle positivo do tempo!
E a programação de um workshop que muito pode contribuir para sua autonomia!


* Estes são trechos de depoimentos que nos foram enviados e as pessoas não foram identificadas para preservar a privacidade de quem contribuiu com nossa pesquisa. Muito obrigada!


Por Juliana Garcia

Master Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Controle positivo do tempo

Como é a sua relação com o tempo?

É com essa reflexão que inauguro um novo canal de comunicação entre nós.
Acompanhe o primeiro vídeo, uma primeira conversa de muitas que virão!



Por Juliana Garcia

Master Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Relógio do cotidiano

Ontem iniciamos o III Ciclo de Palestras Vivenciais: Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal e recebemos um grupo de pessoas especiais que estão buscando transformações positivas para suas vidas! O tema desenvolvido foi: "Como anda sua roda da vida e o relógio do cotidiano? Priorizando o que realmente importa".

Parte da nossa reflexão girou em torno de pensar sobre como estamos vivendo o nosso cotidiano. Como é a sua rotina diária? Pense em como você vive o seu dia, desde a hora em que acorda, até a hora em que vai dormir. Quais são as atividades rotineiras? Depois de pensar nessa agenda, responda a si mesmo: Quanto do seu tempo você dedica para autocuidado, suas relações mais caras, desenvolvimento pessoal, prazer?

É no cotidiano que construímos nossas vidas. Não resolve só ter lindos propósitos se eles não se expressam nas ações de cada dia. Pense nisso e vá além: Quais transformações você fará a partir de hoje para ter uma rotina que espelhe o estilo de vida que você almeja?


Por Juliana Garcia
Master Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Agende um tempo para você

Quantas horas de seu tempo são dedicadas ao trabalho, dentro e fora de casa? Quantas delas são dedicadas a cuidar do outro? Quantas são para cuidar das obrigações cotidianas? E para você, qual é a fração do tempo que resta? Se é que resta, depois de tanta correria, não é verdade?

Pois, então, aqui vai um convite para mudar essa situação: abra espaço para você em sua agenda! Se você não o fizer, esse espaço nunca estará disponível, acredite.

Seguindo na mesma linha de pensamento do Desafio 15 minutos todo dia, escrevi um artigo para a Revista Personare compartilhando algumas reflexões e dicas para cultivar o bem viver. 

Quer conferir? Clique aqui para ler o artigo completo.




Por Juliana Garcia
Master Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Curtigrama: uma ferramenta de autoconhecimento

Conheci essa ferramenta ainda nos tempos de faculdade, na disciplina de Orientação Profissional (com a querida professora Delba Barros). O Curtigrama é uma ferramenta de autoconhecimento que consiste num diagrama relativo aos nossos gostos e ações, àquilo que "curtimos". 

Em geral, o Curtigrama é utilizado com a finalidade de entender aquilo que nos agrada ou não, para ir delineando um caminho para uma escolha profissional. Assim a gente vai entendendo melhor que ocupações mais se aproximam de quem somos. Pode ser uma ferramenta interessante também para pensar como está a nossa utilização do tempo: estou me dedicando mais ao que gosto ou estou mais preso a coisas que não me agradam? Estou conseguindo equilibrar o relógio da vida?



É bem simples de se fazer. Às vezes pensamos que para algo nos proporcionar reflexões profundas precisa ser complexo, porém isso não é verdade: coisas simples podem nos oferecer insights muito interessantes, abrindo nossa mente para perceber mais além.

Como mostra a tabela acima, divida uma folha de papel em 4 quadrantes. 

No campo "Gosto e Faço", você escreverá todas as coisas que você gosta e faz no cotidiano. Inclua seus hobbies, as atividades de trabalho que lhe dão prazer, enfim, aquilo que você se sente bem fazendo e que costuma incluir no dia a dia.

Dentro do campo "Não gosto e Faço", podem estar algumas obrigações que precisamos continuar fazendo. Porém, podemos lançar um olhar de avaliação também. 
Suryavan Solar, criador do Coaching Express Condor Blanco, em seu texto "Se eu fosse seu Coach" nos incentiva a seguir... 

"...Executando implacável
Tarefas indelegáveis
Delegando sem duvidar
Todo o delegável
Postergando sem pensar
Todo o postergável
E Eliminando sem piedade,
Todo o descartável"

Para real organização do seu tempo, classifique suas atuais atividades:

- Indelegável: atividades prioritárias, essenciais e importantes, que estão alinhadas também com os seus valores, seus objetivos, suas metas, seu Sonho.
- Delegável: não, você não vai conseguir abraçar o mundo! Faça uma lista de atividades que você pode repassar, pedir apoio, dividir. Aí podem entrar até mecanismos como: será que você precisa perder horas no banco ou pode colocar algumas contas no débito automático?
- Postergável: será que você precisa mesmo acessar seu Facebook agora? Pense naquelas atividades que não são essenciais, que podem ficar no standby para que você realize o que realmente é importante primeiro.
- Descartável: aquelas atividades que definitivamente só roubam seu precioso tempo, não servindo para muita coisa ou até sendo prejudiciais.

Em seguida no Curtigrama, vem o campo "Gosto e Não faço". Sabe aquelas atividades que você adora, mas acaba deixando de lado pelas desculpas? Então, elas entram aqui. Perceba depois quais são as famigeradas desculpas e trate de pensar em alternativas para desbancar o sabotador interno que vai deixando tudo para depois...

O campo "Não gosto e Não faço" pode dar uma boa ideia daquilo que não tem mesmo nada a ver com você. Ou até quem sabe, se você quiser ser um pouco mais ousado(a), trará uma dimensão de habilidades a desenvolver!

Então, que tal se conhecer melhor e refletir sobre você através do Curtigrama? Espero que faça bom proveito dessa ferramenta!


Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Verão, momento de se aquecer para a ação

Seguindo a série de artigos sobre as estações do ano (em que já refletimos sobre o outono e sobre a primavera), aproveitamos mais uma vez para lembrar que observar a natureza pode nos ajudar a entrar em contato com a nossa essência natural e a atender aos convites que cada novo tempo nos traz. Com o outono, aprendemos a deixar ir, com a primavera, recebemos a beleza de novos ares... Agora estamos chegando à estação mais iluminada do ano: o verão!

O solstício de verão demarca a temporada em que os dias são mais longos que as noites e ficamos mais tempos expostos à luz do sol. É aquele tempo em que acabamos entrando em maior contato com o mundo, o próprio clima nos convida a passear para refrescar e para curtir o calor. O Astro Rei está mais próximo de nós e presente na maior parte do dia. Num país tropical como o Brasil, sentimos ainda mais essa influência do verão em nossa rotina: é o clima de férias que se instala por todos os lados!

A primavera preparou o terreno e o verão chega com toda sua luz para nos deixar mais vivos e cheios de energia. Na antiguidade, muitas culturas cultuavam o verão como o apogeu do fogo da vida, época que nos lembra abundância, produtividade, prazer, alegria, fecundidade.

No campo emocional, o verão assemelha-se aos tempos em que somos convidados a despertar o que andava adormecido, encontrando a energia extra dentro de nós para fazer brilhar nossos sonhos e projetos. Aproveitar a energia do sol interno para transformar, para lançar luz às questões que andavam obscuras, nutrir e despertar os brotos de nossos ideais.

É momento que nos convida a sair de nossas redomas e nos lançarmos à luz da ação, de trazer à claridade os nossos padrões, sentimentos e necessidades. Assim como as plantas ficam mais verdinhas e viçosas onde há sol, também dependemos dessa energia para gerar vida em nós, para regular nossos ciclos e podemos aproveitar essa mesma energia para despertar nossos potenciais. São os dias iluminados que nos fazem entrar em contato com nosso poder pessoal para transformar. Não é esse um dos papeis do fogo: transmutar? É com a energia do fogo que entramos em contato na estação do verão. E na estação da alma, entrar em contato com o fogo é poder transmutar, iluminar, acender nosso poder, aquecer para a ação.

Aproveite os dias mais brilhantes para fazer brilhar sua luz própria!


Publicado na Revista Personare

Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.
 

Desafio "15 minutos todo dia" #3


Dando continuidade ao desafio de priorizar um tempo todo dia para vivenciar mais prazer e bem estar.

Hoje me deparei com uma situação que me fez refletir sobre o fato de que nem sempre uma atitude para nosso bem estar é logo de cara prazerosa. Um exemplo? Meus materiais de artesanato estavam totalmente desorganizados e isso me desanimava de retomar essa atividade tão prazerosa. De início, a ideia de dar aquela geral na bagunça vem acompanhada de uma preguiiiiça! Mas para recuperar o prazer das atividades artesanais, precisei primeiro dedicar um tempo para lidar com a necessidade de arrumar a bagunça. Era linha de um lado, cola de outro, miçangas e fitas misturadas com os materiais de papelaria, tesouras para tecido misturadas com as de papel, enfim, impraticável! Agora já encontro tudo no lugar certo e posso seguir a diante com meus projetos.



E não é assim na vida também? Certos momentos são de pausa para acertar as arestas, organizar nossas emoções, endireitar o que foi bagunçado pelo vendaval de mudanças, para depois seguir em frente.

Fica a reflexão!


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Desafio "15 minutos todo dia" #2


Quem acompanha o blog já sabe o que esse bannerzinho aqui em cima significa, né? Mas para saber mais, não tem mistério: é só acessar  o texto de apresentação do Desafio "15 minutos todo dia".

Compartilhar aqui o que eu tenho feito é uma maneira de ir para além do meu processo individual, tem o intuito de inspirar você a fazer seus próprios movimentos na busca por mais prazer e bem estar. Já teve gente dizendo que quer experimentar também o banho à luz de velas! Ando passeando pelos blogs participantes e, da mesma maneira, me inspirando para diferentes alternativas de me cuidar e me fazer bem!



Nesses últimos dias, essas atitudes foram especiais:

- No domingo, fiz algo que amo e que andava meio deixado de lado: cozinhar! Gosto de criar pratos e criar modos de fazê-los, sentir os aromas (que delícia o cheiro de cebola dourando no azeite!) e depois, claro, sentir os sabores!

- A semana começou com uma rotina bastante apertada. Em meio à correria, reservei meus 15 minutos para uma massagem nos pés. Automassagem ou massagem feita por mãos carinhosas ajudam os pés a descansarem dos pesos do dia. Reserve um creminho hidratante cheiroso e faça um carinho nos seus pés, eles merecem!

- O feriado promete: comprei meu vinho preferido e comidinhas gostosas para curtir o dia com o maridão! Para quem quiser conhecer o vinho, ele se chama Naturelle, é um tinto suave sem ser adocicado, do jeitinho que gosto! Preço razoável, sabor agradável, pedida mais que perfeita! Aviso que não entendo nada de vinhos, só sei que gosto desse!!! Rsrsrs!

E você, como pode alimentar o bem estar no dia a dia?



Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Desafio "15 minutos todo dia" #1


Estou me desafiando a dedicar 15 minutos todo dia a cultivar bem estar e prazer em minha vida - para saber mais sobre esse desafio e também participar, leia esse texto de apresentação.

No primeiro dia, como já compartilhei, meus 15 minutos foram dedicados a ler minha revista Bons Fluidos que tinha acabado de chegar.

Confesso: na quarta, dia posterior a me propor o desafio, não consegui fazer nadinha! A correria foi mais forte e venceu a batalha.

Mas logo retomei as rédeas!


Na quinta-feira, ao chegar em casa, depois de um loooongo dia de trabalho me dei um belo presente: tomei um banho relaxante à luz de velas, com direito a incenso para deixar um cheiro gostoso no ar e terminei o banho com um óleo hidratante. Que diferença faz ir para a cama assim! Sem se entregar ao esgotamento, mas sim promovendo conscientemente um processo de relaxamento! Na manhã seguinte, nem precisei acordar com alarme de despertador. Acordei sozinha, até mais cedo, totalmente descansada e disposta.

Na sexta-feira aproveitei minha pausa para ouvir músicas relaxantes e ficar em silêncio. Bom para colocar a alma no eixo!

Hoje, sábado, tirei uma soneca à tarde ao som de chuva... Delícia!

Quer tornar seu cotidiano mais leve e com mais momentos de prazer? Entre no desafio 15 minutos todo dia!

Faça parte dessa rede com a gente (sim, tem mais gente participando, veja aqui!).


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Desafio "15 minutos todo dia"

Minha revista Bons Fluidos chegou! Adoro quando minhas revistas chegam e posso ler a capa, folhear a revista inteira, depois vou lendo os artigos, bem devagar. Mas às vezes, na correria do dia a dia, acabo nem terminando a leitura da revista quando o exemplar do outro mês já chega...

Nessa edição, lendo o artigo "57 atitudes para se tornar uma pessoa melhor" (texto de Ivonete Lucírio), um dos itens me chamou a atenção:

"Realizar coisas pequenas e prazerosas com frequência é ótimo para cultivar o bom humor. Pode ser caminhar, meditar, rezar, alongar-se, ler um livro... Pratique por apenas 15 minutos por dia até se acostumar. Depois aumente o tempo. Não adianta começar prometendo exercitar-se por uma hora e, logo em seguida, abandonar".




Destaco algumas palavras-chave: cultivar, prazer, frequência

Em primeiro lugar, bom humor e bem estar são estados que ao brotarem em nós, precisam ser cultivados, ou seja, cuidados para se manterem vivos e acesos. Esse cultivo se dá através de atitudes, de posturas na vida, de decisões que tomamos a todo instante: Hoje decido ser feliz? Hoje decido não dar importância às picuinhas? Hoje decido buscar o prazer nas pequenas coisas que se apresentam? Eu me proponho também a buscar esse prazer na vida? Prazer que pode estar em sentir uma flor caindo de uma árvore, em curtir um bate papo com um amigo, ouvir uma música que eleva o astral... 

Aí está a riqueza do processo: prazer na simplicidade e com frequência! Porque para cultivar bem estar não adianta muito fazer algo um dia aqui, outra dali dois meses e meio! A vida se alimenta no cotidiano.

Pensando nisso tudo, resolvi me lançar um desafio, que estou lançando também a vocês agora: Desafio 15 minutos todo dia!

A proposta é reservar 15 minutos (pelo menos!) todos os dias, para se dedicar a algo prazeroso. Estou me propondo também a variar nessas atividades. Um dia será leitura, outro será curtir algo especial com uma companhia amada, no outro será marcar uma massagem... Enfim, a cada dia tenho de reservar pelo menos 15 minutos na agenda, de maneira consciente e ativa, para cultivar o prazer e o bem estar em  minha vida.

Vem comigo? 

Se você gostou da ideia e quiser participar desse desafio:

- Para quem tiver blog, pode colocar esse banner e colocar um link direcionando para esse post aqui no meu blog, assim você estende o convite também aos seus leitores e eles podem entender melhor a proposta. Vamos fazer uma rede para o bem estar? Você entra no desafio e passa a nos contar, em seu blog, como está vivenciando seus 15 minutos diários de cultivo do prazer e bem estar.

Você  pode blogar todo dia ou escolher dias específicos da semana para contar como está andando o desafio. O importante é registrar sempre, para assumir esse compromisso com você. De quebra, todos que estiverem participando, podem fazer visitas incentivadoras!

Entrou na rede? Divulgou em seu blog? Avise para eu te visitar e linkar seu blog na lista de participantes do  "Desafio 15 minutos todo dia"! 



- Se você não tiver blog, mas quiser compartilhar como está andando seu desafio, é só deixar seu comentário aqui e vamos acompanhando! Sua ideia pode despertar um novo olhar em alguém e vamos trocando dicas e experiências.

Bem, comecei hoje com 15 minutos lendo minha revista!



Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Abaixo à síndrome de segunda-feira

Escrevi esse texto para a Revista Personare e achei que hoje seria um dia bem propício para publicá-lo aqui:
uma segunda-feira com início de horário de verão!!! 

Linda segunda-feira e linda semana a todos!


Nem bem o domingo termina e muita gente já começa a sofrer pela segunda-feira que se aproxima. Você já sofreu ou sofre desse mal estar?

Por vezes aparecem até alguns sintomas físicos: dificuldade para acordar cedo, indigestão, dores de cabeça, aquele mau jeito nas costas. Em boa parte dos casos isso pode estar relacionado à quebra de hábitos no período do fim de semana ou do feriado: as pessoas comem e bebem mais do que devem, trocam a noite pelo dia, se envolvem naquelas famosas práticas dos "esportistas de final de semana"... Depois chega a famigerada segunda-feira e com ela os resultados dos excessos!

"Mas como curtir o final de semana, afinal?", você se pergunta. O problema costuma estar no seguinte tipo de pensamento: "vou fazer no final de semana tudo aquilo que não faço durante a semana". Aí você se torna escravo do futuro, sem viver o presente, ficando também sempre refém dos reflexos das circunstâncias do passado. Por que não dividir a diversão em várias doses no cotidiano? Por que não unir a diversão ao autocuidado que nos ajuda a recarregar as energias? Cada vez mais nos privamos de aproveitar as pausas e nos enchemos de tarefas, compromissos, ruídos.

A vida moderna nos traz um excesso de informações que acaba por nos viciar ao ritmo acelerado. Vamos perdendo a possibilidade de curtir uma brisa fresca sem o compromisso de preencher o tempo com atividades.

Piloto automático

Outra possível causa para a dificuldade de voltar à rotina após os períodos de final de semana e feriados: não vermos sentido na rotina que vivemos. Ir arrastando na vida, seguindo no automático, nos perdendo de nosso centro. Uma vida levada assim nos aliena de nós mesmos. É preciso retomar o significado de nossas ações vividas no presente. Se não me vejo vivendo a vida de segunda a sexta, tenho a impressão de que só nessas pausas é que me reencontro. Vamos ficando sedentos e famintos, por fim nos sentimos perdidos e frustrados.

A vida precisa ter cobertura e recheio, precisa de substância, de cor, de cheiro. Precisamos de riso, conversa, silêncio, prazer, pernas pro ar, responsabilidade, olho no olho, corpo livre, respiração profunda, nutrição pro corpo e pra alma todo dia, sempre. A vida não pode ser destinada somente a alguns poucos dias com hora marcada.

Precisamos organizar nosso tempo para que sempre haja momento para recarregar e também para deixar fluir a nossa energia. Precisamos equilibrar nossos movimentos entre cuidar do outro, cuidar de si, cumprir os compromissos que julgamos importantes, usufruir dos prazeres. Resgatar o sentido da vida para ter uma vida repleta de sentido, de segunda a segunda.



Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Primavera: um convite ao florescer


Prestando atenção à natureza veremos como vivemos num manancial de riquezas, cheio de sentido e significado. Observar e sentir a natureza é voltar ao seio de nossa existência, é nos reintegrarmos, pois somos parte dela também. Há algum tempo, escrevi um artigo sobre o outono e busquei demonstrar como cada estação do ano nos convida a diferentes posturas e nos oferece ricos aprendizados. Com a chegada da primavera, trago um novo convite de reflexão.

Assim como o outono, a primavera é uma estação de transição. Ela representa o tempo da despedida das frias paisagens e do preparo para entrar no tons quentes do verão. As flores são a marca principal da primavera. A natureza desabrocha e se enfeita para nos mostrar que um novo ciclo se inaugura.

Vai embora o gelo, o cinza, o tempo de recolhimento e a natureza se revela multicolorida. É o tempo de acasalamento, reprodução, fertilidade, beleza e abertura. A natureza resistiu aos tempos secos e frios, resistiu à letargia e à hibernação, mostrando que a vida permaneceu latente e agora se refaz.

Em nossas experiências podemos passar por momentos hibernais, em que tudo ao nosso redor está frio e aparentemente sem vida. Seja por situações de perdas, decepções ou pelo simples desaquecimento da roda da vida, momentos de pausa que chegam e se instalam. Nesses períodos algo de muito belo pode acontecer, se optamos por resguardar nossos dons preciosos, sem perdermos as esperanças. Vamos concentrando nossa energia, até que um dia uma nova brisa pode soprar e anunciar que o gelo vai derreter e a grama verde que havia por baixo dele irá se revelar.

A nova estação chega assim, com promessa de inteireza, de luz, de brilho, de aromas renovados, de cantos de pássaros namorando no alto das árvores, de vento levando pólen para fertilizar os campos, de borboletas voando ligeiras com tantas flores para pousar. No tempo da alma, a primavera se assemelha ao momento de lançar nossas ideias, de deixar o ar de novos tempos ventilar nossas mentes e corações, de abrir espaço para que o novo brote. Abrir as janelas da alma, para que o aroma embolorado do inverno se dissipe e o perfume das flores faça morada em nós. É a temporada de nos abrirmos, de acreditarmos em novas possibilidades, de nos encantarmos com a beleza dos pequenos detalhes que passaram batidos nos dias cinzas.

Mas para viver a intensidade dessa temporada é necessário exercitar a entrega. É preciso deixar ir o inverno, acreditar que outras experiências são possíveis. Acontece que muita gente ao passar por invernos rigorosos da alma, se esconde por longos períodos em suas tocas, acreditando que não pode mais sair ou, caso contrário, será consumidos por uma nevasca. Se aguçarmos nossos sentidos, no entanto, podemos ouvir o canto dos pássaros lá fora e ver que raios tímidos de sol entram pelas frestas. É preciso entrega, é preciso acreditar, é preciso lançar nossos pólens no ar. Pense e se responda: O que está impedindo que você viva a estação da primavera da alma?

A primavera convida: abra-se, permita-se, aproveite as oportunidades dessa brisa nova, relacione-se, sinta a beleza que há lá fora, deixe seu perfume único exalar de dentro para fora, não tema as abelhas, deixe que elas a toquem levemente e polinizem a vida!

Pense naqueles projetos guardados, nas habilidades contidas e deixe que tudo isso desabroche.

Lembra-se daqueles hábitos ranzinzas? Vá se despedindo deles, à medida que lança atenção para outros aspectos da vida ou lança um olhar diferente para os mesmos aspectos. A primavera te convida a renovar, abrir, sentir, florir!

Se vai demorar muito ou pouco tempo para você vivenciar a plenitude dessa estação, ninguém tem a resposta pronta. Mas o jardineiro com certeza está dentro de você, à espera que o deixe agir para enfeitar o jardim, trazendo a nova vida para seu redor.



Publicado em:

http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/1779/primavera-um-convite-ao-florescer


Compartilhando uma notícia que me deixou bem feliz!
Esse artigo está em destaque hoje (23/09, chegada da primavera) na página inicial do MSN!!!


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Você tem medo do novo?


O medo do não controlável, do que surpreende, que chega sem ser convidado ou aparece de onde não se espera, o medo do novo e do desconhecido é uma das grandes dificuldades humanas. A possibilidade do novo costuma acionar alarmes, provoca angústia, tira o prumo. O contato do desconhecido desperta muitas vezes a sensação de estar pressionado sem saber direito de onde vem essa pressão. Mas pensando com calma, a gente sabe bem de onde vem: vem de dentro pra fora, vem dos nossos arquivos internos que acabam por acionar o padrão do medo a qualquer pequeno sinal de algo que possa retirar o pleno controle de nossas mãos.

Os arquivos internos que acionam o medo contêm muitas cenas, histórias, aprendizados, apreensões, que relegamos aos cantos escondidos da alma. Quando encontram espaço em nossa distração, esses conteúdos sobem à tona. E como estamos distraídos, acabam por tomar conta de nós e nossas ações. Por mais irracionais que sejam, nossos medos assumem o controle. Já que nos sentimos tão perdidos naquele instante entregamos o leme ao primeiro que chega. Reflita e você verá com mais clareza quais são os arquivos que despertam esse medo em você. Se for difícil refletir sozinho, já que o medo pode começar a lhe turvar a visão, procure ajuda adequada. A força desses arquivos internos está no fato de serem inacessíveis. Quando são vistos e compreendidos, não precisamos mais cair na armadilha. E mais que isso: podemos curar as antigas feridas.

O novo, apesar de todo medo que pode despertar, carrega sementes em sua mala de viajante. O desconhecido chega com seu olhar enigmático, mas o que ele trará para nossa vida depende muito da recepção que lhe oferecemos. Ele vem daquela curva da estrada que não sabemos onde vai dar, ao vermos sua silhueta o coração dispara e nesse exato instante podemos ainda escolher que tom terão as nossas batidas: expectativa, raiva, pavor, alegria, curiosidade... Sim, podemos escolher como reagir às novidades que chegam, mesmo que muitas vezes não possamos escolher a hora de sua chegada. As sementes que esse viajante incógnito traz é que tecem a teia da vida, que trazem o colorido inesperado e o ingrediente essencial para os próximos passos a serem dados.

Sem o elemento da novidade não haveria caminhada, nem arte, nem projeto, nem construção, sem o elemento do desconhecido não haveria construção de conhecimento, nem progresso, nem crescimento. A grande certeza da vida, sabe qual é? É que sempre há mudança. Você agora já não é mais o mesmo após os minutos que se passaram durante essa leitura. A água que corre no rio é do mesmo rio, mas já não é mais a mesma água. Somos seres constituídos pela mudança e precisamos aceitar a correnteza da vida, nadando ao seu favor, pois é o novo que nos faz seguir a diante. Liberte-se das amarras que fazem com que você anseie ficar na falsa proteção do passado, pois não há segurança em não seguir o ritmo natural da vida. É preciso entregar-se ao presente, sem medo e sem necessidade de pleno controle. Só assim, embora pareça contraditório, você pode tomar de fato a vida nas mãos.

Mas se você se preocupa em dominar o desconhecido, em destrinchar todas as possibilidades para então se entregar ao movimento da vida, se o medo em você tem se transformado em extrema racionalidade, compartilho aqui um convite que um dia recebi nas palavras de Clarice Lispector: “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”.


Publicado em:

http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/1177/voce-tem-medo-do-novo

Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Outono: tempo de perdas e ganhos


Se prestarmos mais atenção aos detalhes da natureza, perceberemos que cada estação do ano traz mensagens e convites específicos. No entanto, muitas vezes não conseguimos enxergar esses sinais porque insistimos em achar que não somos parte integrante do meio ambiente. Cada estação do ano nos convida a novas posturas e nos oferece uma série de aprendizados para a vida. O outono, é uma época especialmente recheada de significados que podem enriquecer nossas percepções. Esse período chega logo após o verão, aquela estação de tempo quente, aberto, de plena luz e em que nossos movimentos tendem para o mundo externo. Não é à toa que para chegar a uma estação intermediária precisamos das "águas de março", uma chuvinha persistente que vai resfriando o tempo aos poucos.
O outono é uma época de transição entre os extremos de temperatura verão-inverno. Qual é a principal imagem que lhe vem à mente quando pensa em outono? É bastante provável que a maioria das pessoas responda a essa pergunta lembrando da clássica imagem das árvores perdendo suas folhas. Mas você sabe por que acontece essa perda? Se as árvores não as deixassem ir, não sobreviveriam à próxima estação. As folhas se queimariam com o frio do inverno e, assim, os ciclos de respiração da árvore se findariam bruscamente, o que resultaria no fim da vida. A natureza nos mostra mais uma vez a beleza de sua sabedoria: é preciso entrega, é preciso deixar ir o que não serve mais, para proteger o que é mais importante.
O que a princípio pode parecer uma perda é na verdade um ganho: ela ganha mais tempo de vida, e chega renovada às próximas estações.
Reflita a partir disso: o que você precisa deixar ir, do que você precisa abrir mão para seguir firme para os próximos ciclos, para continuar a crescer? O outono é também estação de amadurecimento dos frutos. É o tempo de deixar ir inclusive os resultados de nossos esforços, para que novas forças possam gestar outros futuros projetos.
Durante essa época é válido observar quais elementos em você precisam ser sacrificados para que o mais sagrado para sua vida seja preservado ou resgatado. Pense na palavra sacrifício a partir de sua etimologia: é um sagrado ofício, um trabalho, uma ação que possui um caráter sagrado, para além do superficial, que transcende o banal, que tem um significado maior.

Publicado em:
http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/1327/outono-tempo-de-perdas-e-ganhos

Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Não é preciso ser nota 10 em tudo


Quantas de nós aprenderam desde cedo a ser mulher pela via do cuidado com o outro? Muito cedo ganhamos brinquedos que são também símbolos do cuidado: as bonequinhas que imitam bebês e todos seus apetrechos são um importante exemplo! Sempre fomos incentivadas a nos comportar e a nos relacionar sob esse prisma: cuidar das bonecas, dos irmãos, das nossas coisas, da casa, fazer carinho, dar boas respostas, preocupar-se com as pessoas e por aí vai... Cada uma de nós também carrega em sua história modelos, nem sempre os mais saudáveis, vamos aprendendo e absorvendo informações sobre papéis, desempenhos, expectativas, cobranças, rótulos.

Nós, mulheres, nas últimas décadas, tivemos muitas conquistas. Ganhamos mais espaços além do âmbito doméstico, mas no pacote vieram junto mais responsabilidades! Mesmo com tantas mudanças ainda permanecem modos antigos de definições de papéis, aí que muitas coisas costumam se embolar. Acumulamos funções de 50 anos atrás, porém num mundo acelerado com mais afazeres e preocupações para a mulher moderna. Precisamos ser a “super mulher”, “super administradora do tempo”, “super amante”, “super esposa”, “super bela”, “super profissional”, “super mãe” e depois de tanto gasto de energia para manter os “super poderes” sobra muito pouco para cuidar de si mesma, para se fazer um agrado, para se observar com atenção. Vamos muito além dos limites em prol dos outros e acabamos fazendo muito pouco ou nada por nós mesmas.

Carregando o mundo nas costas

Fomos ensinadas a super proteger o outro e deixamos de encarar a humanidade do processo, ficamos cegas ao fato de que tanto nossos filhos são seres humanos quanto nós mesmas. Como seres humanos, todos temos fraquezas e também potencialidades. Apostando na incapacidade do outro também estamos nos tornando incapazes, na medida em que empreendemos uma caçada desenfreada ao que não está em nosso controle. Não precisamos tampar todos os buracos, não conseguiremos satisfazer todos os desejos, não seremos a solução para todas as questões e nem por isso nossos filhos deixarão de ser felizes!

Nesse afã de sermos “super”, ficamos sem força. Gastamos tudo nesses milhões de coisas a fazer e não escutamos o que há de mais profundo em nós. Carregar o mundo nas costas, abraçar o mundo com as pernas... Haja força e elasticidade! Será que sobra um pouquinho pra você mesma?

Se não ficamos atentas, entramos em outras canoas furadas como a síndrome de depender da dependência que o outro tem de nós ou a da culpa por não darmos conta de sermos tudo e um pouco mais.

A culpa nos faz enxergar que cuidar de si mesma implicaria em deixar de cuidar do outro e vira sinônimo de nosso temido inimigo: egoísmo. Quero aqui deixar alguns pontos bem claro: Em primeiro lugar, não precisa deixar de cuidar do outro. Essa é uma habilidade sua e provavelmente pode incluir um certo prazer (cuidar de quem você ama). A questão está em incluir outra qualidade em sua vida: cuidar também de você. Essa qualidade só se torna egoísmo quando a pessoa cuida SÓ de si mesma. Não é esse o convite! O convite é aliar a grande qualidade que você possui à outra, que tem sido um grande desafio para você.

Cuide de si mesma

Comece com pequenos passos: uma pausa quando estiver cansada, reservar algum dinheiro para comprar coisas para você, dedicar um tempo para marcar um checkup médico, marcar uma hora no salão de beleza, tirar uma ou duas horas para fazer um programa do qual você goste, realmente almoçar em seu horário de almoço ao invés de ficar só resolvendo problemas... Cada conquista lhe dará mais força na direção de um novo passo. Cuide dessa pessoa tão importante em sua vida!

Publicado em:

http://www.personare.com.br/revista/casa-e-familia/materia/526/nao-e-preciso-ser-nota-10-em-tudo

Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Que tal um pouco mais de ousadia?


No dia-a-dia criamos rotinas para facilitar a vida. Colocamos (ou ao menos tentamos) as chaves no mesmo lugar para acharmos mais facilmente na hora de sairmos de casa. Automaticamente olhamos para o braço onde fica o relógio mesmo que não estejamos com ele. Criamos um roteiro do caminho que faremos para ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Todos os dias fazemos muitas coisas sempre iguais. Sem criarmos tais padrões, teríamos muito mais trabalho, é verdade. Certos atos são assim mesmo: automáticos. E precisam ser. Não há necessidade de grandes reflexões para se colocar a pasta de dente na escova, para ensaboar o corpo para frente e para trás, para ligar os cadarços do sapato em um laço. Foi preciso aprender cada pequeno gesto até chegarmos a essa performance atual que nos facilita a vida.

Porém, nem todos os atos do cotidiano precisam ser automáticos. Por que insistimos em partir o cabelo sempre do mesmo lado, falar o bom dia no mesmo tom, chegar e ligar a TV antes de conversar um pouco? Por que sempre pensar do mesmo jeito se existem tantas e inúmeras possibilidades? Sim, são muitas e incontáveis possibilidades. Nós escolhemos a qual queremos nos sintonizar. Criamos a rotina, depois somos engolidos por ela. Mas pode ser diferente.

Que tal, hoje, experimentar fazer diferente? Tirar do armário aquela blusa que achou que a cor lhe caía bem, mas teve vergonha de experimentar. Provar um novo penteado, um novo corte de cabelo, uma nova cor. Ousar conhecer outro lugar para o happy hour, fazer outro tipo de programa. Se sempre sai para barzinhos para conversar, que tal experimentar sair para dançar? Ou vice-versa. Ou se nem sabe mais o significado de sair com os amigos, arrisque redescobrir o prazer de estar perto das pessoas especiais de sua vida. Experimentar dormir um pouco mais tarde ou um pouco mais cedo. Ver um novo tipo de filme, ler um outro tipo de livro. Que tal folhear uma revista diferente? Quem sabe provocar reações diversas fazendo o trivial de outra maneira. Quem tal hoje tomar o mesmo banho à noite, mas com as luzes totalmente apagadas? Será que dá para fazer outro caminho além do habitual? Experimente. Pode ser que se surpreenda com uma outra praça, encontre um novo mercado, uma floricultura, um outro ângulo, um outro astral.

Sabe aquela viagem tão sonhada? Talvez seja a hora de tirar os planos da gaveta e colocar na ação. Sabe aquele hobbie antigo? Talvez ainda haja espaço para ele em sua vida, só precisa reorganizar as prioridades. Sabe aquelas pessoas que estão sempre do seu lado e que você acha que já sabem tudo que precisam saber? Já disse com todas as letras o que sente por elas? Talvez seja hoje o dia para deixar claro o amor que sente. E se, hoje, você experimentasse um outro jeito de interagir? Quem sabe perceberia um outro modo das pessoas também interagirem com você? Se você é sempre o falante, pode experimentar ouvir mais. Se é sempre o ouvinte, pode experimentar falar mais. Aquelas ideias de sempre, que tal colocá-las um pouco entre parênteses, e abrir outros canais de compreensão?

Pode parecer simples demais para despertar algo maior. Mas acredite, fazendo sempre as mesmas coisas, obtemos sempre os mesmos resultados. Um pequeno ato criativo nos dá energia para outros atos ainda mais criativos, num ciclo virtuoso. Um simples banho com as luzes apagadas promove tantas mudanças de padrões internos: nosso olfato se amplia, o tato fica mais sensível, a audição aguçada, nossa consciência corporal acorda. E se além de apagarmos as luzes acrescentarmos outros estímulos, o que pode acontecer? Se ao invés do mesmo sabonete, usarmos outro mais cheiroso? E se acrescentarmos um óleo de banho, como a pele reagirá a essa diferente textura? Além disso, se colocarmos um som agradável, que nos desperte boas sensações? Assim um ato simples pode trazer sensações que andavam adormecidas ou que nem conhecíamos ainda.

Uma dose extra de ânimo pode nos visitar quando nos abrimos para a vitalidade das coisas novas, das maneiras infinitas de agir, pensar e sentir. Se um dia aprendemos os padrões que nos governam agora, podemos escolher outras formas e sermos agentes na própria vida.

Experimente algo diferente e preste atenção aos resultados! Permita-se a supresa.


Publicado em: Especial "Viver com Sabor", parceria Kibon e Personare

http://www.personare.com.br/revista/viver-com-sabor/materia/352/que-tal-um-pouco-mais-de-ousadia

Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

Nem mulher-maravilha... Nem donzela-na-janela...

Quantas vezes atropelamos e desconsideramos o sinal de que seria preciso dar pausa? Quantas vezes nos esquivamos de vivências importantes por querermos esperar o tempo em que estaremos "prontas"? Em cada um desses extremos, perdemos de vista o que realmente importa.

De um lado, o corre-corre: o relógio como um oponente cruel com quem acreditamos travar uma luta. Esse jogo, porém, tem cartas marcadas e quem costuma sair perdendo é nossa energia, nossa saúde, nossas relações. Luta-se contra as linhas no rosto, luta-se contra os sinais de fadiga, luta-se contra os limites.

O mundo acelerado gera publicidade e nela se vende a idéia de que aquele que não acompanhar o ritmo imposto ficará pra trás. Mas qual será o fim dessa viagem? Dá tempo de pensar se quero isso para mim? São tantas horas preenchidas na agenda que, quando temos uma folga, precisamos logo pensar com o que iremos preencher. Não há tempo para estar consigo mesma, para viver os ciclos naturais, e não apenas seguir adotando o que se vende como o ideal.

Outra postura é a que usa o tempo como fuga. Em algumas situações, nos pegamos escondidas por trás de justificativas cabíveis racionalmente, mas que servem, no fundo, à vontade de tudo controlar, ao orgulho que não admite erros, ao medo de não ser boa o suficiente. Esperar estar pronta, em muitos momentos, é uma maneira secreta de esconder o que ainda não sabemos com uma máscara do tipo: "oh, sim, sei dar tempo ao tempo", quando se poderia dizer na realidade: "não vou me expor, enquanto não tiver plena certeza". E essa certeza, quando chegará? Enquanto não chega, vamos vivendo pedaços.

Quaisquer desses caminhos me parecem meios de fugirmos do agora. Esse misterioso tempo que nos escapa cada vez que tentamos controlá-lo é o único tempo no qual é possível criar, agir, viver. Correr loucamente atrás do amanhã nos torna mulheres mais cansadas, envelhecidas (e não maduras), indispostas, estressadas. Fugir loucamente do hoje nos torna alienadas e nos deixa com a sensação de que nada podemos.

Nos desafios vividos no presente é que descobrimos que esse é o único caminho que podemos trilhar. É imprescindível um horizonte que se deseje alcançar, mas é preciso também pisar no chão que está imediatamente debaixo dos pés para que se possa chegar a algum lugar.

Escolher o caminho da alma não equivale a seguir um caminho de facilidades mas, sim, construção e renovação constantes. É sempre se ver a caminho, é sempre notar que há algo mais de misterioso e de essencial a se descobrir.

Sentir essas conclusões em minha vida me fez estar mais presente, mais inteira. Tenho respeitado as pausas pedidas pelo meu corpo, pela minha alma, pelo que me cerca. Tenho buscado me aproximar dos desafios nos quais nem sempre estarei com o controle em minhas mãos, me lançando em terrenos desconhecidos para poder conhecê-los.

Em nosso íntimo há fome e sede de beleza, de amor, de conhecimento. Há muitas fomes, algumas guardadas, outras sufocadas. Mas basta lançarmos atenção para o que está aqui dentro e tudo isso desperta! Em alguns momentos podemos até ficar um pouco zonzas e ansiosas. É porque nos damos conta de que estivemos famintas por um longo tempo.

São tantas fomes e sedes, cada uma de um elemento: flor, mapa, luz do sol, frio da lua, batalhas, cafuné... E cada uma carece se expressar e se realizar no mundo.

Não devemos travar uma luta desenfreada contra o tempo. Pelo contrário, é indispensável organizar internamente tanto sonho, tanta possibilidade ou acabamos assim tão fascinadas que paralisamos.

Precisamos vivenciar o passo-a-passo, os ciclos, encontrando o equilíbrio entre caminhar contra o tempo ou usá-lo como escudo deixando tudo sempre para depois. Nem mulher-maravilha, nem donzela-na-janela. Em cada um desses extremos acabamos deixando de viver de maneira absoluta o hoje e suas possibilidades de crescimento.

Como você viveu suas últimas horas? Como pretende viver as próximas? Refletir sobre nosso ritmo é um importante passo para escolhermos que tipo de vida queremos levar de agora em diante.

Publicado em:

http://www.absoluta-online.com.br/conteudo_yinsights_reflexoes_juliana.html

http://yinsights.blogspot.com/search/label/Juliana%20Garcia

http://re-vitalizar.blogspot.com/2008/03/nem-mulher-maravilha-nem-donzela-na.html

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...