Essa tal intimidade


Muitas pessoas se afastam consciente ou inconscientemente da intimidade. Alguns alegam medo de sofrer, outros dizem que intimidade não lhes faz falta. Há quem afirme que adoraria viver relações de proximidade, porém acaba, de alguma maneira, afastando as pessoas. Em outro extremo, existem indivíduos que não definem seus limites e acabam por viver uma mistura de desrespeito e desamor, onde o outro lhe invade. E você, como age em relação à intimidade? Como anda sua abertura para o outro e para si? Sim, porque para viver a intimidade fora é preciso o exercício e a vivência da intimidade dentro, ou seja, ser íntimo de si mesmo.

Quando você se permite ser inteiro e se respeita, compartilhar seu mundo com o outro flui naturalmente. Se a gente não conhece o que carrega aqui dentro, pode sentir medo de si, do outro e da relação. Ou se conhece, mas acha feio e inaceitável o que encontra , acaba evitando um contato pleno por não se crer merecedor.  

Estar diante do outro é um desafio, é estar diante de um espelho em não temos controle sobre o que será mostrado. Ainda assim, podemos escolher ver as coisas pelo ângulo da beleza do ser humano. Olhar que proporciona um Encontro, que nos possibilita conhecer o outro percebendo a sua importância, mesmo em suas dificuldades e lutas internas. E isso acontece à medida que você também olha para si nessa perspectiva.

Ser íntimo não elimina o “eu”. Constrói um “nós” onde cada um está inteiro. Elimina-se a idéia de “cara metade”, onde um sem o outro é menos. É certo que juntos podemos mais, mas não somos menos quando sozinhos. Juntos é possível acessar outros ângulos, outras potencialidades, outras delícias, outros horizontes a alcançar, outros pontos cegos que precisam ser cuidados, outras amarras que estavam escondidas. Às vezes dá trabalho! Mas a partir disso podemos crescer, construir e mais vicejar.

Se aceito que tenho falhas, sombras, manias e que não sou menos por isso, se aceito que dentro de mim há mais a ser descoberto e reconheço a beleza da minha humanidade, posso viver a abertura. Com inteireza, pois o encontro com o outro não me aniquila, e sim vem somar. Com tranqüilidade, porque o olho no olho não me devora, não me invade, não me machuca. Se acredito em mim, acredito que mereço amor de verdade, amizade de verdade, intimidade de verdade e me abro para essas experiências.

Convidar o outro para entrar em contato com o nosso interior é abrir nosso espaço sagrado. Para ter a medida saudável desse convite é preciso trilhar o caminho do autoconhecimento e então sair das ideias preconcebidas ouvindo, percebendo o que o outro nos apresenta. Sair de nossas fantasias e partir para o face a face.


Por Juliana Garcia
Psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.

2 comentários:

Roseli disse...

Oi Juliana que lindo seu texto! Tenho efletido muito sobre essa questãonos últimos tempos. É bom, nos faz amadurecer e ver que é importante se doar para os outros. Tenho mudado muito meus parâmetros que utilizava para viver. A troca é fundamental.
Bjs

Lais disse...

Para mim acontece justamente ao contrário, me aproximo muito rápido das pessoas e acabo tendo problemas por causa disso.

Então, a menina que comprei o sapato não tem loja, mas ela comprou este sapatos d euma loja do Japão, contudo pediu uma numeração que ficou grande. O número é 38/39. Se você quiser saber mais, basta entrar no fórum: http://modalolita.forumeiro.com/

e ir em vendas trocas LOlitas, que tem mais dois sapatos de outras cores lá, com o mesmo modelo.

Até mais :)

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